Casa Lume
Fachada da Casa Lume em Tiradentes

Uma casa aberta num casarão do século XVIII

A Casa Lume fica na Rua Direita, no coração de Tiradentes. Seis quartos, um pátio, uma mesa.

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A história da casa

O casarão foi construído no final do século XVIII, na mesma época em que a maioria dos sobrados da Rua Direita tomou forma. Teve usos variados ao longo do tempo — armazém, residência de família, e por um período longo ficou fechado. A restauração começou em 2018, respeitando a estrutura original: o pátio interno, as janelas altas, os pisos de pedra-sabão no corredor de entrada.

A ideia de abrir como casa de hóspedes surgiu da vontade de manter o imóvel habitado e de criar um espaço onde fosse possível conhecer Tiradentes com alguma calma. Não um hotel pequeno, mas uma casa com quartos disponíveis. A diferença é na forma como o tempo passa: sem balcão de recepção, sem buffet de café da manhã, sem troca de chave por senha eletrônica.

A Casa Lume acolhe hóspedes desde julho de 2021. O nome vem da palavra em latim para luz — a mesma raiz de "lume" no português arcaico, ainda usada em Minas para falar do clarão de uma vela ou de uma lamparina. O pátio à tarde, com a luz recortada pelas telhas e as paredes de cal, justifica o nome melhor do que qualquer explicação.

A casa não tem televisão nos quartos, não tem academia, não tem piscina. O que tem: café passado na hora, boa conversa na hora do jantar, e silêncio depois das dez da noite. Para quem veio a Tiradentes por conta da cidade — e não apesar dela — isso costuma ser suficiente.


Quem cuida da casa

Um pequeno grupo de pessoas que conhece cada canto do casarão.

MF

Mariana Fonseca

Proprietária e anfitriã

Arquiteta responsável pela restauração do casarão, Mariana passou três anos pesquisando técnicas construtivas do século XVIII antes de abrir a casa ao público. Prepara o jantar compartilhado com frequência.

RL

Roberto Lima

Cozinha e manutenção

Roberto é tiradentino, conhece os feirantes pelo nome e escolhe os ingredientes do jantar de acordo com o que encontra no mercado pela manhã. Também cuida das plantas do pátio e dos reparos da casa.

CS

Carla Souza

Recepção e comunicação

Carla responde as mensagens, organiza as reservas e orienta os hóspedes sobre o que fazer na cidade. É ela quem entrega o roteiro impresso e explica o funcionamento da casa na chegada.


Como a casa funciona

Alguns padrões que a Casa Lume mantém por escolha, não por obrigação.

Ficha honesta de cada quarto

Cada quarto tem uma ficha afixada na porta com informações reais: nível de ruído, tipo de cama, luz natural disponível, proximidade da cozinha. Nenhum quarto é descrito melhor do que é.

Ingredientes do mercado local

O jantar e o café da manhã são preparados com o que o mercado municipal de Tiradentes tem naquele dia. Não há cardápio fixo; o que varia é o que estava fresco pela manhã.

Restauração com técnicas originais

A reforma do casarão usou argamassa de cal, madeira de lei reaproveitada e pedra-sabão nas áreas originais. O imóvel está inscrito no inventário de bens culturais do município.

Privacidade dos hóspedes

A casa não compartilha dados dos hóspedes com plataformas externas. As reservas são feitas diretamente, sem intermediários que cobram comissão ou retêm informações pessoais.

Limpeza diária nos quartos

Os quartos são limpos diariamente em estadias de dois dias ou mais. Para estadas de uma noite, o quarto é preparado na manhã da chegada. Produtos de limpeza sem perfume forte, a pedido dos hóspedes.

Silêncio a partir das 22h

Após as dez da noite, a casa mantém silêncio nos corredores e no pátio. Não há regra escrita — é uma combinação que funciona porque a maioria dos hóspedes vem em busca de descanso.


Tiradentes como destino e não como passagem

A cidade de Tiradentes carrega no traçado urbano quase três séculos de arquitetura colonial intacta. As ruas de pedra-sabão, as igrejas barrocas, os sobrados com balcões de madeira torneada — tudo isso sobreviveu porque Tiradentes ficou à margem dos ciclos econômicos que modernizaram outras cidades mineiras. A estagnação preservou o que o progresso costuma demolir.

Para quem vem de São Paulo ou do Rio, a cidade pede uma velocidade diferente. Os ateliês de artesanato, os restaurantes instalados em casas centenárias, as saídas de trilha pelas serras — nenhuma dessas experiências se encaixa numa visita de meio dia. A Casa Lume foi pensada para hóspedes que querem ficar pelo menos duas noites e acordar sem pressa no dia seguinte.

A hospitalidade que a casa oferece é parecida com a de uma residência bem cuidada: café pronto cedo, um jantar que acontece no horário certo, quartos limpos com roupas de cama de algodão. Não é menos do que isso, mas também não é mais. A ideia é que o hóspede chegue e perceba que não precisa de muito para ficar bem numa cidade como essa.


Conheça a casa pessoalmente

Entre em contato para checar disponibilidade e tirar dúvidas. A conversa pode começar por mensagem ou telefone.

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